Ao longo do crescimento de uma criança as suas necessidades vão sendo alteradas, corrigias e o seu lugar substituído por outras, mas todas estas necessidades, mais novas ou não, têm de ser respondidas e solucionadas. No seu processo de crescimento também a EMDIIP se foi deparando com grupos de necessidades que eram comuns a quase todas as famílias atendidas pela instituição. O horário super preenchido foi uma das primeiras dificuldades referidas pelas famílias. Quando se inicia um processo de acompanhamento de uma criança é necessário assumir que também a família está neste processo. Logo, olhar apenas para o dia da criança não basta. O horário da família é também importante, e é igualmente merecedor de ser respeitado e mantido. Por esta razão a EMDIIP desloca os seus técnicos até à escola e/ou domicilio das crianças. Desta forma a criança não necessita de se deslocar e por isso a família não tem de encontrar mais um espaço na agenda. A terapia acontece naturalmente durante o dia.

Quando falamos em crianças com características especiais falamos em famílias que precisam de um olhar especial. Este olhar é defendido em Intervenção Precoce, em crianças dos 0 aos 6 anos, na sua premissa de fazer da família um elemento activo na terapia da criança. Mas e o que acontece depois dos 6 anos? Será que a idade da criança, o seu crescimento, é justificação para um olhar diferente sobre a família? Como se sentirá a família com esta mudança? Parece-nos a nós que a família merece um olhar diferente se isso for significado de um olhar melhor. Por isso, na EMDIIP, estendemos este modelo de acompanhamento até aos 18 anos de idade da criança. 

Acreditamos que estas três vertentes: a deslocação dos técnicos, o acompanhamento até aos 18 anos, e os custos acessíveis, tornam a EMDIIP numa ajuda de valor para quem nos procura.

Estes são os problemas que queremos ajudar a resolver: o tempo dos pais para os seus filhos, transformado num tempo de qualidade e não de correria; e um acompanhamento continuado, respeitando as grandes mudanças na vida da criança e por isso, também da sua família.